o engraçado é que sei como vou me sentir... sinto aquilo tudo se aproximando...
mas de algum modo eu acho que isso não vai acontecer. de algum jeito... eu acho que será diferente...
eu temo... que será diferente.
porque se realmente for diferente... o que eu vou fazer? não quero que isso acabe como todo o resto.
sinto como se já fosse mais velha, mais responsável... mais... distante.
como se tudo não passasse de um passado apagado, onde datas e rostos não existem.
sinto como se o tempo tivesse esgotado. o último grão de areia caiu.
mas eu continuo aqui e aqui.
fazendo nada, sendo ninguém.
eu temo que o vazios me engula (mais). tenho medo de um dia olhar pro lado e não ver nada... não ver ninguém... não ver.
não me encontro naquela imagem que o espelho reflete. não me encontro em pensamentos. não...
é como se eu não existisse, sei lá. tudo isso não passasse de um sonho visto de algum outro ponto de vista, onde a minha existência não é nada além de imaginária.
"aquela passagem do natimorto... - tenho medo de que seu eu parar de falar com as pessoas, eu vou deixar de existir..."
na verdade não sei o que penso quanto a isso, e nem quanto a nada. nesse momento.
acho que...
queria um abraço... daqueles que duram dias, meses... vidas inteiras.
queria estar com você. ou com qualquer outra pessoa...
queria me sentir bem.
mas a vida não é só querer não.
sexta-feira, 5 de março de 2010
by
luana
às
03:23