é, eu sei muito bem como é isso.
quando cobram que você seja alguém que você nao é e nem nunca foi. cobram que você volte a ser como antes, quando o antes é igual ao agora. talvez tenha me falado coragem. coragem pra largar tudo. talvez. tem algo errado... algo errado com a minha cabeça. mas ainda nao consegui entender. queria ser mais corajosa.
viver é um peso.
respirar doi.
pensar é uma tormenta.
existir é vazio.
o tempo passa de modo engraçado. as pessoas agem de forma engraçada. outro dia estava pensando... cada pessoa acha uma coisa sobre cada coisa e agem de acordo com isso que acham, inclusive com outras pessoas. se acham que alguém é legal vão agir bem com ela e coisas assim. então o que eu faço da minha vida em? eu sou uma mentira, e por trás disso tudo só há um imenso buraco preto. um imenso buraco preto atrás disso que chamam de eu. o meu eu, se é que existe mesmo, deve estar no fundo desse buraco sem fim. esperando ser totalmente esquecido.
então por que eu continuo lembrando que ele existe? pra que?
queria que começassem a achar que sou insignificante, e esquecessem da minha existência. assim não haveria mais nenhuma obrigação com o viver. acho que ser livre é isso. é não ter nenhum vínculo com nada, porque essas coisas inibem a liberdade.
compramos vidas num catálogo: há fotos e textos dizendo como são boas, interessantes, animadas, coloridas, com belas garantias em caso de problemas e várias alegrias e surpresas de brinde. mas quando o carteiro finalmente bate à porta com o produto você vê que não é nada daquilo que dizia no catálogo. nem mesmo se parece com a foto. mas mesmo assim aceitamos o produto, assinamos os papeis e tomamos aquela vida como nossa. vivendo ela do jeito que tem que ser na esperança de que um dia ela se pareça, mesmo que minimamente, com a do catálogo.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
maiúsculas são desnecessárias.
by
luana
às
17:30