domingo, 14 de dezembro de 2008

encolhida no meio, no canto;
............acolhida pela poeira e o vento.
...........................chorando chuva pela armação,
.......................................no desespero silencioso ensurdecedor,
preso na fonte de todo mal.

"I keep telling myself
I keep telling myself
I'm not the desperate type
But you've got me looking in through blinds
I keep telling myself
I keep telling myself
I'm not the desperate type

Sitting out dances on the wall
Trying to forget everything that isn't you
I'm not going home alone
Cause I don't do too well
Sitting out dances on the wall
Trying to forget everything that isn't you
I'm not going home alone
Cause I don't do too well on my own"


acho que cantei isso o dia todo. não posso dizer que nunca me senti tão mal, mas nunca me senti tão mal.
por todos os motivos do mundo.
por que tinha que dar errado, por que tinha que ser tão cedo...
tá, tudo bem, não era pra ser então, legal. mas o resto do dia precisava ser tão horrível?
primeiro a dor nos tornozelos, depois a solidão*, depois a dor nas costas, depois a fome, depois a dor de cabeça, o frio, a solidão de novo, a tristeza, o ódio, o assalto, a merda, o merda, as escadas, o sono, e... a falta de um abraço.
a única coisa que salvou provavelmente foram os cosplays engraçados.
mas sei lá... por mais que eu não estivesse nem um pouco animada, eu só queria ter ido... só isso... de qualquer jeito...aaaah~
odeio o rio de janeiro e tudo e todos que estão nele.
sei lá sabe, as vezes tudo que a gente precisa é de um abraço de verdade.



* so.li.dão, feminino
1. estado daquilo que está só, isolado.
2. característica dos lugares isolados, despovoados, vazios.