podre.
podre?
podre.
não sei se podre seria a melhor palavra. pra dizer a verdade acho que não é esse o caso de qualquer forma.
me sinto... diferente. diferente do normal. diferente do usual.
eu só queria ter ido a praia nesse feriado.
talvez no fundo, eu tenha medo da proximidade.
talvez esse medo não esteja tão no fundo assim.
vai ver toda essa estória envolvendo essa data, tenha indiretamente me afetado.
sigur rós é bom.
as vezes fico reparando no meu comportamento, etc. e vejo que mudei meu jeito de tratar as coisas e pessoas. como uma auto-proteção. mas não tão assim.
não sei.
não sei como me sinto quanto a certas coisas, certas situações e idéias.
sinto meus dias sendo levados por uma brisa de insegurança e incerteza.
sinto como se não sentisse a sensação do sentimento sendo sentido.
sinto como se perdesse. como quem fica parado olhando um carrossel girar.
provavelmente é só besteira.
mas não me sinto bem.
e no final, pode apostar, que vai acabar sendo culpa dela.
pensar no amanhã não ameniza nada; pensar no hoje é vagamente nulo; e pensar no ontem só trás relativo desespero, por mais que o ontem tenha sido agradável.
talvez isso tudo tenha começado quando eu fui à aquele lugar, o que me fez repensar nas coisas próximas que já haviam sido planejadas.
mas não acho que seja isso.
ou vai ver eu só estou carente de amizade mesmo.
tenho me sentido tão distante de todos ultimamente.
chega a ser estranho.
por mais estranho que isso possa soar, eu gosto de ser diferente. mas não gosto pros outros, não gosto que os outros me achem diferente, estranha, legal ou o que seja.
gosto de ser diferente pra mim mesma. gosto de me sentir diferente para com os outros. sendo em pensamentos, ações, ou coisas estupidamente estéticas. não sei por que. poderia ser pra chamar a atenção. mas uma vez que eu tenho relativo medo de tal coisa, a hipótese é anulada.
acho que preciso voltar a ler. me sentia melhor quando lia com mais frequëncia.
será que voltar pra junto do lugar da onde eu não deveria ter saido é a melhor coisa a ser feita?será que... gar!
eu deveria estar me concentrando em estudar. não nisso. droga.
quero que essa fase acabe logo.
só pra depois desejar com todas as forças que ela volte.
é assim que a vida tem que ser, né?
porque todo mundo pensa assim, então eu tenho que pensar, ser e agir assim também, né?
né?
o passado parece tão distante.
é como se o ontem, tivesse sido a uma década atras. como se fosse uma memória apagada da infanica, uma daquelas que só se lembra vagamente.
por que tem que ser assim?
por que as coisas tem que ser insignificantes a ponto de serem esquecidas facilmente?
por que tudo parece tão... distante?
por que?
...
domingo, 4 de maio de 2008
pilhas
by
luana
às
21:22