as vezes eu acho que penso demais. as vezes eu penso demais que penso demais e acabaco pensando demais nisso. as vezes eu acho que nao deveria pensar. mas as vezes eu prefiro pensar, mas nao em certas coisas que eu penso e acabo pensando demais. as vezes eu penso do jeito errado, as vezes do certo, mas quando penso muito sempre me faz mal, nao importando o jeito. e só pra nao perder o habito de me fazer de vitima: mas quem se importa?
-eu. eu me importo, e tecnicamente isso deveria bastar.
sinto falta de emery. me sinto deslocada. feliz, porém deslocada.
sei la... é como se o mundo girasse e eu continuasse aqui, petrificada, esperando que algo me solte do feitiço.
me sinto confusa, mas nao estou realmente confusa.
mentir pra si mesmo nao da em nada luana, voce sabe, e voce nao precisa que ninguem te diga isso. mas voce precisa disso, precisa nao é? precisa que alguem saiba, que alguem te fale, que alguem saiba o que voce pensa, acha e faz. mas pra que? por que ser tao futil? tao... repugnante? por que negar tanto isso, por que se martirizar tanto? por que? e a troco de que?
-nao entendo. realmente nao te entendo. ou talvez até entenda, mas prefiro nao admitir por pura tolice e capricho.
eu mudei. eu estou mundando, e a comprovação disso nao poderia ser maior. eu nao gosto de mudar, eu nao quero realmente mudar. mas as pessoas mudam é o que eles dizem. as coisas mudam, a cabeça e o coração mudam.
me sinto bem assim. nao me sinto tao bem assim.
ainda nao entendi por que eu trouxe isso comigo, mas... me sinto segura quando aperto isso forte em minhas maos.
as vezes penso em fazer a mesma coisa que ele fez. mas é tao inutil, estupido e babaca que logo some da minha cabeça. eu nao preciso banir uma coisa da minha vida pra deixa-la de lado. até por que voce nao a abandonou mesmo. mas tudo bem, a ''carne'' é fraca. hah
nao consigo mais usar a internet, nao me sinto bem mais ''aqui''. aqui, como se fosse um lugar, um espaço no tempo onde voce tem todo o espaço e tempo do mundo, onde seus problemas morrem e nascem de novo, maiores/piores/menores/futeis; um lugar onde voce esquece aquilo que te chateou ontem substituindo por coisas futeis e sem sentido.
mas por que tudo precisa ter sentido?
a coisa mais bonita e pura que uma pessoa pode chegar a fazer nessa vida nao tem sentido, por que algo mais deveria ter?
minha vontade é de me virar e correr, correr até a sola dos meus pés ficar gasta e dolorida, correr até que o ar nao entre mais nos meus pulmoes, correr, até o fim do mundo. até o tibet.
ficar la, na calmaria do nada, olhando as folhas balançarem no gingado do vento. me deitar na grama olhando as nuvens e dormir, pra acordar só a noite com as estrelas e a lua me vigiando.
mas a solidão nao é tao boa. é da natureza humana isso não? a solidão é melhor quando acompanhada.
por uma pessoa, ou tres.
-ta escrevendo uma novela? - perguntou ele intrigado com o barulho de palavras sendo digitadas ecoando pelo comodo.
-talvez - respondeu ela estampando um sorriso falsamente infantil.
outro dia resolvi rever algumas 'açoes' minhas ao decorrer da vida. das ruins as boas, nao me arrependo. na hora, me arrependi, sempre foi assim. mas agora, olhando para tras, nao tem por que, nao foi perdido. acho que posso dizer que ja conquistei alguma coisa, mas acho que nunca nada que eu realmente quizesse. ou talvez sim, mas sempre havia alguma coisa ali, influenciando ou pronta para ajudar. as vezes me sinto como o Harry Potter, as vezes como a Hermione Granger, mas nunca como o Rony Weasley. meus amigos no final acabam se saindo mais como ele; nao por isso nem por aquilo, mas por um simples fator que sempre acontece. mas isso nao interessa também.
eu nao entendo como uma pessoa pode ser assim e aguentar isso. mas ai é que ta, a pessoa nao aguenta, e se aguenta por dentro de martiriza por isso. eu ouço o que as pessoas tem a dizer, eu concordo, eu ja sei, mas eu ouço e concodro, as vezes eu acabo me lembrando de coisas que eu sabia mas havia esquecido. mas eu sempre sei, e parece que só isso nao basta, parece que nada basta. deve ser porque provavelmente eu nao quero que baste. mas eu quero. mas talvez nao verdadeiramente. nao sei o que quero, nao sei quem sou, nao sei quem sao voces ou eles. isso é o que acontece quando eu resolvo pensar; eu acabo pensando demais.
musicas; todas as musicas tem um significado, e mesmo que isso pareça obvio, eu nunca pensei muito a respeito. eu percebi que cada banda e cada musica me faz pensar em uma coisa e/ou pessoa diferente. cada banda e cada musica me passa emoçoes fortes de jeitos diferentes, cada uma, todas, influenciaram e influenciam muito nas coisas que eu faço/falo/penso.
nao entendo isso. ao mesmo tempo que quero sempre estar perto de tudo e todos, quero tudo e todos longe o maximo possivel. ta entendo sim. talvez tivesse sido melhor, talvez nao. mas de tres anos isso NÃO PASSA.
eu falei, eu falei que tava bugada. e isso veio assim, na pior hora possivel de se imaginar. desculpa, nao era pra voce ter visto. pensamentos desencadeados por uma coisa tao bobinha luana... quem te viu quem te ve. mas se bem que sempre foi assim. e essa nao é a parte em que eu me faço de vitima.
ouvi um barulho de freiada brusca de carro, será que alguem morreu agora? sera que uma vida realtivamente inocente foi tirada pra dar lugar a outra melhor/pior? hum... provavelmente nao.
nao gosto de ligar pra estetica, mas é inevitavel. sim, eu me acho bonita, e nao, nao gosto que as pessoas falem isso. nao gosto que reparem em mim. prefiro ser a menina com cabelo estranho que nao se ve bem o rosto, aquela que ninguem conhece. mas quero que saibam quem eu sou, quero ser alguem, alguem útil. quero o poder do reconhecimento. quero essa sensação em minhas veias, quero isso. mas parada numa cidade de interior sentada na frente de um computador eu nao vou conseguir nada. vou ouvir emery, me faz um napoliano de emoçoes. eu to aqui, basicamente vomitando tudo o que me vem a mente do jeito mais banal que existe: escevendo em um blog publico.
conversas de audio podem ser mais produtivas. mesmo ouvindo a respiração ofegantemente densa ja passa alguma coisa. qualquer coisa é melhor do que olhar para uma mini foto semi desfocada no meio de um grandemente pequeno quadrado branco e esperar por uma resposta fria e calculada de uma pessoa que nem ao menos se importa, ou as vezes se importa, mas uma pessoa que voce nunca viu, nunca tocou, nunca pode olhar nos olhos e abraçar. nao gosto de coisas escritas. mas gosto de cartas, acho que atraves de cartas é possivel trasmitir algum sentimento. olha pra isso, luana, moi, falando sobre sentimentos. só pra rir. hah
deprimente, realmente deprimente.
-que porra é essa? ta toda gay ai
-é... to bem diferente né... hah
-é, tu costumava ser mais macho.
era né? pura falsidade no sentido literal da coisa, mas, anyway, preferia de certa forma em certos aspectos as coisas como eram. mas quando eu penso em antes, eu penso em BUM. e digamos assim, nao foi bom.
well, acho que a ultima gota de vomito se foi, ou nao. mas de qualquer jeito preciso desocupar o computador pra vovó usar.
tenho completa noçao de que esse texto está repleto de inumeros erros de portugues, mas nao me importo, nao sei escrever mesmo. o importante é que pus logo isso pra fora antes que acumulasse mais.